Óleos essenciais: de onde eles vêm, como funcionam, benefícios e tudo o que você precisa saber para começar a usar com segurança e confiança!

Bem estar

Você já deve ter percebido que a aromaterapia – arte e ciência de utilizar óleos essenciais para a promoção de bem-estar físico, mental e emocional – vem ganhando cada vez mais adeptos, não é mesmo? E não é à toa: outro número que vem crescendo é o de estudos científicos que comprovam, explicam e, o que é melhor, investigam a fundo os inúmeros benefícios desses verdadeiros presentes que ganhamos da natureza.

Se você está apenas começando a explorar as maravilhas dos óleos aromaterápicos, ou se já conhece seus efeitos poderosos de relaxar, aliviar o stress, melhorar o sono, ter foco, energia, aliviar dores e até mesmo reforçar o sistema imunológico, este artigo tem tudo o que você precisa saber para se aprofundar nesse universo de forma segura e descomplicada. Então, bora se jogar na aromaterapia sem medo e colher seus benefícios dia a dia? Vem com a gente!

Pra início de papo: você sabe o que são óleos essenciais?

Ok, vamos começar do começo!

Usando uma licença poética, os óleos essenciais são a alma das plantas. Tecnicamente, são extratos vegetais altamente concentrados, ou seja, substâncias extraídas de flores, folhas, caules, raízes, cascas de árvores, resinas e outros componentes botânicos, com uma altíssima concentração de compostos químicos aromáticos, em geral considerados a “essência” da planta.

A parte vegetal utilizada varia de acordo com a espécie: na lavanda, por exemplo, o óleo essencial está presente nas folhas e nas pétalas das flores; na camomila, somente nas flores; no hortelã, nas folhas e no caule; na canforeira, um tipo de óleo ocorre na madeira do tronco (Ho Wood) e outro em suas folhas (Ravintsara). Quanto ao método de extração, os mais utilizados são a destilação a vapor, a prensagem a frio e a extração por solvente.

O resultado é um líquido único, complexo, potente e muito aromático! Um OE (óleo essencial) se diferencia de um OV (óleo vegetal), principalmente, pela abundância de compostos orgânicos voláteis (COVs ou VOCs, em inglês), substâncias muito leves e que evaporam rapidamente, espalhando no ar seu perfume característico.

Os óleos essenciais podem ser usados de diversas maneiras, como em massagens e outras aplicações tópicas (nesses casos, sempre diluídos), inalações, difusores, vaporizadores e maravilhosos banhos aromáticos.

Mas não pense que basta colher alguns raminhos aromáticos, escolher um método de extração e voilà! Na maioria dos casos, é necessária uma quantidade significativa de material vegetal para obter até mesmo uma pequena quantidade de óleo essencial. Para preencher um único 1 frasco de 10 ml, por exemplo, são necessários mais de 45 kg de pétalas de rosas; mais de 1 kg de lavanda; quase 30 kg de melissa; 10 kg de manjericão, e assim por diante.

Atentar ao fato de que esses óleos tão nobres são apenas extraídos, e não produzidos, por métodos humanos, é essencial para ter uma real noção do poder de suas gotinhas preciosas. Isso porque, partindo do princípio de que as plantas produzem os óleos essenciais (e de que na natureza nenhum esforço é desperdiçado), podemos investigar por que elas investem boa parte da sua energia nesse processo e, assim, encontrar pistas importantes sobre as funções orgânicas e as propriedades medicinais de cada OE. 

Então, afinal, por que as plantas produzem óleos essenciais?

Bem, em primeiro lugar, vale a pena ressaltar que nem todas as plantas produzem óleos essenciais. Aliás, longe disso: das quase 400 mil espécies botânicas conhecidas atualmente, estima-se que as produtoras de OE sejam somente cerca de 400 ou 500. E mais: entre essas, aquelas que produzem óleos essenciais em quantidade e com qualidade suficiente para justificar a extração e o uso recorrente na aromaterapia se restringem a uma ou duas centenas.

A produção de óleos essenciais na natureza é, portanto, um evento raro e especial, que ocorre basicamente por dois motivos: proteção e atração.

Na maioria das vezes, as plantas produzem OEs como um mecanismo de defesa contra pragas e predadores – daí muitos óleos terem ação repelente, antifúngica, antimicrobiana, antibacteriana e antisséptica em geral. São, portanto, substâncias que atuam como defensores naturais, ajudando a manter a saúde e prolongar a vida útil da planta.

Outra função essencial é garantir a reprodução da espécie, atraindo agentes polinizadores como pássaros e abelhas. Isso explica por que os óleos essenciais são tão maravilhosamente perfumados: assim como as cores vibrantes presentes nas flores, aromas intensos e agradáveis são uma das melhores estratégias da natureza para chamar a atenção.

Além disso, os óleos essenciais também podem desempenhar outras funções vitais para o chamado metabolismo secundário das plantas, como regular a temperatura, aumentar a produção de sementes e inibir o crescimento de plantas competidoras a sua volta.

E para nós, seres humanos, quais os benefícios dos óleos essenciais?

Nos seres humanos, os efeitos dos óleos essenciais são igualmente variados e dependem da composição de cada OE. Aqueles que possuem propriedades antissépticas, por exemplo, funcionam da mesma maneira do que para as plantas, ou seja, inibindo a ação e protegendo de ataques de agentes patogênicos, como bactérias e outros micro-organismos. 

Ainda do ponto de vista fisiológico, hoje já é comprovado que alguns óleos essenciais atuam como analgésicos, sedativos, antiespasmódicos, ativadores da circulação, reguladores da pressão sanguínea… e a lista das propriedades não para de crescer conforme os estudos científicos avançam mais e mais!

Também são muito conhecidas as ações mais sutis dessas substâncias sobre a mente e as emoções humanas – e não se trata apenas de placebo ou efeito psicológico; quer um exemplo?

Em um estudo realizado pelo Hospital Surrey Oakland, no Reino Unido, um grupo de pacientes com ansiedade e depressão recebeu massagens quinzenais utilizando óleos essenciais (selecionados individualmente de acordo com os sintomas específicos de cada paciente) pré-diluídos em óleo vegetal carreador (óleo de semente de uva), durante 12 semanas. 

Ao final desse período, a redução dos níveis de ansiedade e depressão destes participantes foi  significativamente maior em comparação a um grupo de controle nas mesmas condições, porém que recebeu as massagens somente com o óleo vegetal carreador, sem o acréscimo do óleo essencial.

Mas também é importante deixar claro: quando o assunto é aromaterapia, nem tudo precisa do aval de cientistas (ufa, ainda bem, né?). Os óleos essenciais atuam simultaneamente na mente, no corpo e no espírito – e mergulhar nesse mistério é um dos aspectos mais fascinantes da aromaterapia. Assim, dentre a imensa gama de aplicações dos OEs, vamos encontrar desde os cuidados mais básicos da pele, como hidratação, até o despertar e aprimoramento da nossa conexão com o divino.

Quase sempre, o mesmo óleo essencial age tanto no físico quanto em camadas mais profundas do ser humano, reforçando a ideia de que essas dimensões aparentemente distintas são, na verdade, intrinsecamente conectadas. 

O óleo essencial de eucalipto steigeriana, por exemplo, é descongestionante e poderoso contra sintomas de gripe e refriado; já no campo emocional, favorece desbloqueios emocionais e facilita o fluxo enérgico. O de may chang, por sua vez, age contra o estresse reduzindo a liberação de ACTH (hormônio adrenocorticotrófico) pela glândula hipófise; ao mesmo tempo, dissipa a insegurança e é considerado o óleo essencial da prece.

Dica: quer conferir uma lista detalhada de 30 óleos essenciais e seus principais benefícios para o corpo e a alma? Dá uma olhada neste artigo!

Os óleos essenciais possuem contraindicações?

Muita gente acha que os óleos aromaterápicos são sempre inofensivos por serem substâncias naturais. Mas, como vimos, eles são um mix extremamente concentrado de componentes químicos, o que quer dizer que também são muito potentes e potencialmente tóxicos. Já ouviu dizer que a diferença entre o remédio e o veneno é a dose? Pois é exatamente isso!

Algumas questões de segurança que precisam ser observadas com atenção são as seguintes:

• Evite o uso em bebês e crianças muito pequenas, respeitando sempre as indicações da embalagem com relação à faixa etária para a qual o produto é recomendado.

• Em geral, os óleos essenciais devem ser evitados durante a gestação e lactação.

• Nunca aplique um óleos essencial diretamente sobre o pele. A grande maioria deve ser diluída em algum óleo vegetal carreador – como óleo de andiroba, óleo de girassol ou óleo de semente de uva, por exemplo – antes de ser usado topicamente. A dica para garantir a segurança de iniciantes é preferir óleos essenciais que são comercializados já devidamente pré-diluídos e dermatologicamente testados.

• Em caso de qualquer irritação na pele, interrompa o uso e consulte um dermatologista.

• Sobre o uso interno, em geral é desaconselhado sem a orientação de um especialista. Nunca ingira um óleo essencial a menos que você tenha um tratamento prescrito recomendando essa ingestão e a confirmação expressa do fabricante de que o produto escolhido pode ser usado para esse fim.

• Consulte sempre um aromaterapeuta! =)

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